As 5 mentiras mais contadas no currículo
5/5/2010 00:19:15
 
As 5 mentiras mais contadas no currículo Quatro em cada dez
currículos contém informações falsas, exageradas ou omitidas

São Paulo - "A verdade é bela, sem dúvida, mas a mentira
também", escreveu, certa vez, o ensaísta americano do século
19, Ralph Waldo Emerson. Na competitividade da vida moderna é cada
vez mais difícil não lançar mão das belas artimanhas da
autopromoção para destacar-se. Vale
de tudo, até
mesmo falsificar informações no currículo, idealizando ou
exagerando competências. A prática se tornou tão comum que
já tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei para
torná-la crime sujeito a pena de detenção. No ano passado, até
a candidata à presidência da República Dilma Roussef foi
acusada de inflar o documento com títulos que não possui.

"Em média, 40% dos currículos trazem algum tipo de informação
inverídica", diz Vander Giordano, diretor executivo da Kroll, empresa
que atua há 40 anos na área de consultoria em gerenciamento de
risco. Em um ano, a demanda da empresa pelo chamado "background check" -
um serviço de levantamento dos antecedentes escolares, profissionais
e até criminais do candidato - aumentou cerca de 25%.

"Não importa quão inocente possa parecer, a mentira desfaz a
credibilidade do candidato e pode gerar até um colapso permanente da
confiança", afirma a consultora Juliana Nunes, da Asap. Para evitar
constrangimentos ou até, quem sabe, um processo criminal no futuro, o
melhor é manter o pé na realidade e optar pela honestidade,
sempre. A seguir, saiba quais são as cinco mentiras mais contadas nos
currículos, e cuide para manter-se longe delas.

1 - Idiomas: É a mentira mais popular e também a mais fácil de
ser identificada. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador
são suficientes para checar a proficiência no idioma. Trata-se
daquele inglês "básico" que no currículo aparece como
"avançado". Segundo Juliana, nem sempre o candidato age de má
fé. "O problema é de percepção. A pessoa acha que domina a
língua mas, na prática, tá enferrujada", diz. Portanto, cuidado
ao colocar no currículo que você é fluente numa língua.
Procure explicar esse grau de fluência, caracterizando separadamente
as habilidades de "fala", "escrita" e "leitura".

2 - Motivo de saída da empresa: Demissões não costumam ser bem
vistas. Mas isso não é motivo para transformar uma dispensa
individual em uma demissão em massa ou extinção de setor. "É
comum os candidatos afirmarem que foram mandados embora porque a empresa
onde trabalhavam passou por uma reestruturação ou que o setor onde
atuavam foi extinto", diz Giordano. Se percebida, a mentira sobre os
motivos da saída de empregos anteriores pode passar a impressão de
que o candidato quer esconder algo.

Para evitar que um possível erro do passado influencie na conquista
do novo emprego, o especialista recomenda uma saída ética:
"Limite-se a dizer que não estava sendo bom nem para você nem para
a empresa". Caso você não tenha se adequado bem ao trabalho
anterior, não se preocupe. Em geral, problemas de adaptação
cultural são justificativas legítimas para desligamento.

3 - Exagerar responsabilidades e salários: Aqui, um projeto realizado
em equipe pode virar um triunfo pessoal no currículo. Exageros de
competência acontecem aos montes, porém, nem sempre se sustentam.
Principalmente, se recrutador pedir para o candidato especificar suas
atribuições e as dos demais envolvidos no projeto. Para responder, o
candidato precisa recriar e distorcer toda a história, e no meio do
caminho..."Eles sempre se enrolam, não conseguem dar informações
especificas sobre o seu papel, nem os dos outros participantes", conta
Juliana.

Outro tiro no pé, segundo a consultora, é a artimanha de aumentar
o salário do emprego anterior para tentar cifras maiores na nova
oportunidade. "Isso pode ser tornar um entrave à contratação",
alerta Juliana. "A empresa nem sempre tem condições de cobrir o
salário anterior".

4 - Tempo de trabalho: O tempo que se dedicou à empresa também
costuma ser mudado ou omitido pelos candidatos. Seja porque a pessoa
ficou pouco tempo naquela posição e teme ser vista como instável
ou com nível de empregabilidade baixo, seja porque a empresa é mal
vista no mercado. Em qualquer caso, vale dizer a verdade no currículo
e explicar os motivos durante a entrevista.

Para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado esticar em
alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito
pelo selecionador. Do contrário, desista de tentar manipular datas.
"Aqui, a mentira tem perna curta mesmo, sendo facilmente constatada
pelos checadores ao ligar para empresas ou observar a carteira de
trabalho", diz Giordano.

5- Formação: Não minta sob qualquer hipótese sobre sua
formação. Além de ser um critério bem objetivo, você pode
simplesmente não conseguir executar uma função pela falta das
competências. Bom senso não faz mal a ninguém. Um curso de
artes no exterior para turistas, por exemplo, não é o mesmo que
uma pós-graduação internacional. Assim como um MBA pela metade
não representa um MBA completo. Seja honesto e inteligente. Afinal,
qualquer exigência de certificado é suficiente para desmascarar a
mentira.

Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/carreira/noticias/5-mentiras-mais-contad\
as-curriculo-555369.html
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